Quarta-feira, Setembro 16, 2009
Quinta-feira, Julho 02, 2009
Nossa brincadeira de faz-de-conta
Minha irma mais nova sempre foi mais corajosa embora eu fingisse que isso nao era verdade. Nos costumavamos dizer que nao gostavamos uma da outra porque nenhuma de nos era capaz de admitir o contrario. A gente ainda evita dizer que nos importamos mas a verdade eh que estamos conectadas e ninguem pode mudar isso.
Lembro dessa tarde de verao quando tinhamos cerca de 4-6 anos e estavamos brincando na calcada usando nossos vestidos de sao joao como sempre faziamos. Fingiamos ser apresentadoras de programa de culinaria, e quem ousaria dizer que aqueles pratos com areia umida e flores coloridas nao pareciam deliciosos?
Na frente da minha casa havia essa pequena arvore que era como um parque de diversoes para ela e eu sempre que desejavamos nos aventurar entre seus galhos e dessa vez queriamos ir ainda mais alto. Minha irma foi primeiro, claro, e eu ia logo atras inventando razoes sem sentido para ser mais devagar quando na verdade eu simplesmente era muito medrosa para acompanhar seu passo.
O vendo soprava nossos vestidos e eu podia sentir o cheiro do bolo da minha mae vindo na cozinha e nos lembrando do que nos aguardava mais tarde. O tronco ainda estava molhado por causa da chuva da noite anterior, o que fazia nossa aventura ainda mais arriscada.
De repente eu ouvi um "crack" seguido por um longo silencio. Nao pude evitar: fechei os olhos e abracei o tronco com toda minha forca temendo as consequencias daquele som. Minha irma estava deitada no chao - parada. Desci da arvore mais rapido do que jamais conseguira e corri para a minha mae tentando explicar o que acabara de acontecer mas sem ouvir qualquer som sair de minha boca. Eu a guiei para o local do acidente onde encontramos minha irma, agora tentando caminhar com seu rosto palido.
Demorou alguns minutos ate que ela fosse capaz de respirar normalmente e chorar um pouco. Ela me olhou com aqueles olhos molhados raramente vistos por mim, agradecendo e me dizendo que me amava sem proclamar palavra alguma. Eu sei que deveria ter respondido dizendo o quanto me assustei quando vi seu corpinho caido no chao mas eu so olhei de volta e virei pro outro lado. A gente tinha que continuar com nosso jogo de faz-de-conta. Alem do mais, todo mundo sabe que eu me assusto muito facil mesmo.
(290608 - para a aula de creative writing, mesmo nao sendo tao creative assim)
Lembro dessa tarde de verao quando tinhamos cerca de 4-6 anos e estavamos brincando na calcada usando nossos vestidos de sao joao como sempre faziamos. Fingiamos ser apresentadoras de programa de culinaria, e quem ousaria dizer que aqueles pratos com areia umida e flores coloridas nao pareciam deliciosos?
Na frente da minha casa havia essa pequena arvore que era como um parque de diversoes para ela e eu sempre que desejavamos nos aventurar entre seus galhos e dessa vez queriamos ir ainda mais alto. Minha irma foi primeiro, claro, e eu ia logo atras inventando razoes sem sentido para ser mais devagar quando na verdade eu simplesmente era muito medrosa para acompanhar seu passo.
O vendo soprava nossos vestidos e eu podia sentir o cheiro do bolo da minha mae vindo na cozinha e nos lembrando do que nos aguardava mais tarde. O tronco ainda estava molhado por causa da chuva da noite anterior, o que fazia nossa aventura ainda mais arriscada.
De repente eu ouvi um "crack" seguido por um longo silencio. Nao pude evitar: fechei os olhos e abracei o tronco com toda minha forca temendo as consequencias daquele som. Minha irma estava deitada no chao - parada. Desci da arvore mais rapido do que jamais conseguira e corri para a minha mae tentando explicar o que acabara de acontecer mas sem ouvir qualquer som sair de minha boca. Eu a guiei para o local do acidente onde encontramos minha irma, agora tentando caminhar com seu rosto palido.
Demorou alguns minutos ate que ela fosse capaz de respirar normalmente e chorar um pouco. Ela me olhou com aqueles olhos molhados raramente vistos por mim, agradecendo e me dizendo que me amava sem proclamar palavra alguma. Eu sei que deveria ter respondido dizendo o quanto me assustei quando vi seu corpinho caido no chao mas eu so olhei de volta e virei pro outro lado. A gente tinha que continuar com nosso jogo de faz-de-conta. Alem do mais, todo mundo sabe que eu me assusto muito facil mesmo.
(290608 - para a aula de creative writing, mesmo nao sendo tao creative assim)
Sábado, Junho 20, 2009
Montecchio -
"Muitas manhãs tem ele sido visto nesse bosque, a aumentar com suas lágrimas o orvalho matutino e acrescentando com seus suspiros fundos novas nuvens às nuvens existentes. Porém logo que principia o sol, que tudo alegra, a abrir- no este longínquo o véu sombroso do tálamo da Aurora,da luz foge meu filho atribulado, recolhendo-se a casa, onde se fecha no seu quarto. cerra as janelas, a luz clara expulsa, e noite artificial, assim, prepara. Poderá acabar mal todo esse enliço, se não for afastada a causa disso."
Shakespeare - Romeu e Julieta
Shakespeare - Romeu e Julieta
Sábado, Junho 13, 2009
Olha o que eu descobri
Chamamos de angústia a sensação psicológica, caracterizada por "abafamento", insegurança, falta de humor, ressentimento e dor. Na moderna psiquiatria é considerada uma doença que pode produzir problemas psicossomáticos.
Jean-Paul Sartre defendeu que a angústia surge no exato momento em que o homem percebe a sua condenação irrevogável à liberdade, isto é, o homem está condenado a ser livre, ja que sempre tera uma opção de escolha: mesmo diante de A, pode optar por escolher não-A. Ao perceber tal condenação, ele se sente angustiado em saber que é senhor de seu destino.
Segundo Freud, as vontades (Id) vivem em constante atrito com o instinto repressor (Superego). O balanço entre as vontades e as repressões tem que ser buscado pelo Ego, a consciência. É o Ego que analisa a possibilidade real de por em prática uma ação desejada pelo Id. Não obstante, controla o excessivo rigor imposto pelo Superego. A esse conflito entre o Id e o Superego, Freud denominou angústia. Cabe ao Ego, portanto, a busca de um equilíbrio entre estas partes do psíquico, entre o sujeito e o todo social.
Oh, Senhora Wikipedia!
Jean-Paul Sartre defendeu que a angústia surge no exato momento em que o homem percebe a sua condenação irrevogável à liberdade, isto é, o homem está condenado a ser livre, ja que sempre tera uma opção de escolha: mesmo diante de A, pode optar por escolher não-A. Ao perceber tal condenação, ele se sente angustiado em saber que é senhor de seu destino.
Segundo Freud, as vontades (Id) vivem em constante atrito com o instinto repressor (Superego). O balanço entre as vontades e as repressões tem que ser buscado pelo Ego, a consciência. É o Ego que analisa a possibilidade real de por em prática uma ação desejada pelo Id. Não obstante, controla o excessivo rigor imposto pelo Superego. A esse conflito entre o Id e o Superego, Freud denominou angústia. Cabe ao Ego, portanto, a busca de um equilíbrio entre estas partes do psíquico, entre o sujeito e o todo social.
Oh, Senhora Wikipedia!
Terça-feira, Maio 12, 2009
Seus truques
Nossas idéias sempre me guiavam e eu fingia crer.
Era como fantasia. Minha mente acreditava, de repente acontecia e entao já estava em nossa história.
Para nós o limite estava acima das nuvens e a gente brincava de atravessá-lo e voltar rapidinho, só para provocá-lo. Eu gostava de te deixar fazer isso. Me enganar. Sabia que era loucura acreditar em algo impossível mas sempre gostei de contos-de-fadas. Você dizia que me amava e em nosso mundo eu já te tinha ao meu lado ao acordar. Não sabia que esse mundo era meu apenas.
Era mentira, é verdade. Você nunca veio. Eu já sabia desde sempre mas minha vida estava em outro lugar e eu não me importava com isso. Eu vivia na divisa entre o Belo Reino e a Realidade e lá você estava comigo.
Naquele lugar eu tinha mais cores do que aqui, entao me desculpe mas tenho que voltar.
Era como fantasia. Minha mente acreditava, de repente acontecia e entao já estava em nossa história.
Para nós o limite estava acima das nuvens e a gente brincava de atravessá-lo e voltar rapidinho, só para provocá-lo. Eu gostava de te deixar fazer isso. Me enganar. Sabia que era loucura acreditar em algo impossível mas sempre gostei de contos-de-fadas. Você dizia que me amava e em nosso mundo eu já te tinha ao meu lado ao acordar. Não sabia que esse mundo era meu apenas.
Era mentira, é verdade. Você nunca veio. Eu já sabia desde sempre mas minha vida estava em outro lugar e eu não me importava com isso. Eu vivia na divisa entre o Belo Reino e a Realidade e lá você estava comigo.
Naquele lugar eu tinha mais cores do que aqui, entao me desculpe mas tenho que voltar.
Segunda-feira, Maio 11, 2009
Segunda-feira, Maio 04, 2009
Sobre minhas cerejeiras

Foreign Lands
Up into the cherry tree
Who should climb but little me?
I held the trunk with both my hands
And looked abroad in foreign lands.
I saw the next door garden lie,
Adorned with flowers, before my eye,
And many pleasant places more
That I had never seen before.
I saw the dimpling river pass
And be the sky's blue looking-glass;
The dusty roads go up and down
With people tramping in to town.
If I could find a higher tree
Farther and farther I should see,
To where the grown-up river slips
Into the sea among the ships,
To where the road on either hand
Lead onward into fairy land,
Where all the children dine at five,
And all the playthings come alive.
por Robert Louis Stevenson
Sábado, Abril 25, 2009
Quarta-feira, Abril 22, 2009
Você, sua chegada e sua partida
Tá, você vem
E não posso deixar de dizer que com isso tudo muda também
Nessa hora meu sorriso é mais sincero; meus olhos, mais coloridos.
Você vem mesmo
E preciso admitir que o frio sai de mim assim que te vejo
porque você é o mais perto de casa que tenho nos ultimos meses.
Ok, você vem, eu confesso
E faz da minha identidade o inverso
Você me dá o mundo num abraço e a verdade no silêncio.
Você vem, sem dúvida alguma.
Fica para sempre e no próximo segundo você parte,
e me parte.
Sábado, Março 14, 2009
Algumas pessoas me inspiram
SIM: Cassinho eh uma pessoa bem dificil.
Nao adianta chama-lo para as festas e nem convida-lo para passeios triviais.
Ele nao vai assistir a um filme bobo com voce, e certamente vai torcer o nariz se voce comentar sobre sua nova "leitura de onibus".
Quando forem ao cinema juntos, nao compre cheetos, ele vai reclamar do barulho/cheiro deliciosamente divertidos que esses flocos crocantes podem te trazer.
Se esta pensando em ouvir musica dentro do onibus com ele sentado ao seu lado pode desistir. Ele vai encher tanto sua paciencia que voce precisara desligar o aparelho e lhe dar atencao. E isso tambem vale para os dias em que voce nao quer conversar com ninguem.
Mas de repente eu me peguei pensando em como seria a vida longe dessa pessoa. Mais inesperadamente ainda, me vejo em tal situacao.
SIM: A vida sem Cassinho eh bem dificil.
Simplesmente porque ele consegue te fazer acreditar que em voce existe um potencial incomparavel. E entao voce procura por essa capacidade, talvez inexistente, mas a simples crenca em sua palavra basta.
Voce me inspira.
Nao adianta chama-lo para as festas e nem convida-lo para passeios triviais.
Ele nao vai assistir a um filme bobo com voce, e certamente vai torcer o nariz se voce comentar sobre sua nova "leitura de onibus".
Quando forem ao cinema juntos, nao compre cheetos, ele vai reclamar do barulho/cheiro deliciosamente divertidos que esses flocos crocantes podem te trazer.
Se esta pensando em ouvir musica dentro do onibus com ele sentado ao seu lado pode desistir. Ele vai encher tanto sua paciencia que voce precisara desligar o aparelho e lhe dar atencao. E isso tambem vale para os dias em que voce nao quer conversar com ninguem.
Mas de repente eu me peguei pensando em como seria a vida longe dessa pessoa. Mais inesperadamente ainda, me vejo em tal situacao.
SIM: A vida sem Cassinho eh bem dificil.
Simplesmente porque ele consegue te fazer acreditar que em voce existe um potencial incomparavel. E entao voce procura por essa capacidade, talvez inexistente, mas a simples crenca em sua palavra basta.
Voce me inspira.
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